Autores diversos com diferentes teorias: patologia? Estado temporário? Estado permanente? Não vamos aqui discutir o âmbito científico, não é minha pretensão de forma alguma, ao contrário, coloco à luz da discussão apenas um novo viés. Todos os dias, nossa caixa de email é alvo de mensagens e sugestões de cunho emotivo para viver a vida de forma intensa. E viver de forma intensa é investir integralmente, completamente no que se está a fazer.
Um momento alegre , por exemplo, é algo bom, ótimo, maravilhoso, espetacular (cada um o sente de um modo). Não vejo razão para não se alegrar ou não se entusiasmar com a vivência. Da mesma forma, um momento triste, é algo doloroso, e que também é experenciado de forma intensa (só quem tem a dor, sabe onde e o quanto dói, seja ela física ou emocional). A dúvida então fica: como aprender com isso? Tenho eu de ser frio, tanto na dor quanto no amor, assim o sofrimento é menor? Alguém me falaria: "Você tem de elaborar seus sentimentos de forma equilibrada!" Fantástico! Porém, pergunto: como atingir o equilíbrio sem se conhecer os limites (larguei da matemática, mas ela não me larga) ? E os limites são também variáveis de pessoa a pessoa. Por exemplo, a temperatura da água do chuveiro "gostosa" para ela é insuportavelmente quente para mim.
Nesse sentido da busca do equilíbrio, quero ser bi polar sim, preciso ser; preciso conhecer meus limites. E, com certeza, o melhor momento para a derivação (olha ela aí de novo) é nos relacionamentos. Além de conhecer nossos limites, lidamos com os limites do outro, derivação composta (impossível viver sem ela). Mas há de se ter cuidado: uma coisa sou eu conhecer meus limites, a outra é alguém, ou algo, colocar sempre meus limites à prova, pois toda vez que se tende ao limite cria-se uma zona de desconforto (ninguém gosta de se sentir desconfortável, pode até acostumar-se com uma situação, mas isso implica imposição, coerção e um dia acaba de forma dolorida ou não, mas acaba). Relacionar-se é, inclusive, gerir e gerar prazer, aprender junto, rir e chorar, brigar por e nunca brigar com, recolher-se e colocar-se em evidência, desmistificar tradições e criar novos paradigmas, edificar.
Uma pessoa equilibrada não é aquela que vive em corda bamba, ao contrário, é quem tem os 2 pés firmes no chão, e que, em momentos de desequilíbrio, consegue, mesmo caindo, levantar e seguir seu caminho. Os estados de euforia e depressão alternados nada mais são que um caminho. A problemática, então, encontra-se quando são ultrapassados os limites ou seja: viver na euforia constante ou estar sempre deprimido.
Não coloco minha prática, minha vivência como receita de bolo, faz que dá certo, ao contrário, descubra seu próprio caminhar. Minha realidade bi polar hoje é consciente (tenho meus momentos de euforia e meus momentos de melancolia), mas vejo a vida SEMPRE de forma otimista, quero SEMPRE o bem (de todos). Concordo com Lennon quando diz viver num mundo sem céu nem inferno com todas as pessoas vivendo uma irmandade.
Paz e Alegria
Fernando
Uma pessoa equilibrada não é aquela que vive em corda bamba, ao contrário, é quem tem os 2 pés firmes no chão, e que, em momentos de desequilíbrio, consegue, mesmo caindo, levantar e seguir seu caminho. Os estados de euforia e depressão alternados nada mais são que um caminho. A problemática, então, encontra-se quando são ultrapassados os limites ou seja: viver na euforia constante ou estar sempre deprimido.
Não coloco minha prática, minha vivência como receita de bolo, faz que dá certo, ao contrário, descubra seu próprio caminhar. Minha realidade bi polar hoje é consciente (tenho meus momentos de euforia e meus momentos de melancolia), mas vejo a vida SEMPRE de forma otimista, quero SEMPRE o bem (de todos). Concordo com Lennon quando diz viver num mundo sem céu nem inferno com todas as pessoas vivendo uma irmandade.
Paz e Alegria
Fernando
"Os estados de euforia e depressão alternados nada mais são que um caminho."
ResponderExcluirTexto perfeito, Fernando! Adorei seu blog! Parabéns..
Xou, show, jou...Parabens...
ResponderExcluirObrigado, pelo carinho, Geisy e anônimo...rs
ResponderExcluirFernando, em meu consultório recebo personalidades bi-polares diariamente. Você não abordou a questão psiquiátrica e/ou psicológica (aliás, deixou bem claro isso no corpo do texto), mas me fez repensar alguns conceitos comportamentais presentes em sua "tese". Você tem uma forma suave de escrever que nos aprisiona a leitura. Luiz Alberto.
ResponderExcluirLuiz, realmente não entro no conceito científico pois sou leigo. O que não me impede de observar o cotidiano e fazer umas inteferências a respeito. Agradeço muito suas palavras, abraço.
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