domingo, 11 de dezembro de 2011

Palavra dita, palavra sem volta

"Oi Fernando, meu nome é fulano.Cara, teu blog é muito maneiro! Acho q o c escreveu pra mim, o tal lance da confiança, sabe? Pois é, moro com beltrana faz um tempo e uns visinho aki falaram um tanto de coisa e tá tudo bagunçado..."

     A responsabilidade  da palavra é algo muito sério. De repente, em um canal de comunicação (blog) escrevemos alguns pensamentos e nem sequer imaginamos em quais casas vamos entrar. Recebi o email acima de uma pessoa que não conheço, de um lugar que nunca fui e nem imaginei de ir, que não sabe nada a meu respeito, mas que se identificou com o texto, e isso foi motivo bastante para essa pessoa desabafar e comentar sobre sua vida particular. 

     Acho isso incrível e realmente fico feliz por de alguma maneira levar uma palavra amiga, uma palavra de conforto e de motivação a quem quer que seja.  É um momento de compartilhamento, momento de interação, momento de doação. Ao mesmo tempo, vejo que nada acontece por acaso: seja na vida sentimental, seja na profissional, seja em qualquer situação: para tudo há uma explicação, uma resposta,  uma diretriz.

     Como que "de repente", alguém do outro lado do Brasil lê um artigo e se emociona com o que escrevemos? A responsabilidade como autor é imensurável. Algumas letras no papel são suficientes para desencadear um infinito de emoções, de sensações e de sentimentos. E nesse caso específico, tem mais um diferencial: eu estava numa loja onde não tenho costume de entrar e a jovem que estava na fila do caixa á minha frente fez o comentário da confiança. É uma rede social! Eu, num dia qualquer, entro numa loja, escuto uma frase que me inspira, escrevo, alguém que nunca tive notícias lê, se emociona e faz um contato. 

      Não se pode escrever qualquer coisa, de qualquer maneira, porque alguém sempre vai ler e um juízo, um tino, uma ideia serão  formados. Agora fico a "martelar" sobre todos os emails que já repassei... Que loucura! Quando repasso um email, viro  co-autor. Será que tudo o que já repassei eu realmente gostaria de ser considerado autor? A palavra dita é como uma flecha atirada: não tem volta. Posso apenas desculpar-me com os amigos se por algum equívoco cometido. Como diz Chico Xavier, não posso mudar o passado, mas posso ter um novo fim. Posso estar atento ao que repasso e é o que farei de hoje em diante. 

     O poder da palavra é infinito: se usada como arma, transforma harmonia em sofrimento; se usada com doçura, alivia a alma, acaba-se um tormento. 

     Paz e Alegria.

Fernando


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