quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Amar com Liberdade

      O nascer, envelhecer, morrer são fases de um todo. Cada um de nós tem sua história, seus medos, suas habilidades. Encontramos várias pessoas em nossa jornada, que nos acompanham: algumas por pouco tempo, outras não; algumas nem chegamos a reparar direito na fisionomia, outras um simples terçol, um simples penteado novo faz toda a diferença.

     Perceber a vida é sentir cada gesto, cada palavra de quem se ama. As alegrias, as angústias fazem parte  e a satisfação maior é saber que temos alguém para dividir. Com alguns podemos dividir pequenos frascos de nosso aroma, mas a essência de nosso perfume, somente com quem nos descobrimos, com quem nos traz a bondade e a alegria, seja nos melhores, seja nos piores momentos.

     Ir ao encontro dessa pessoa significa, muitas vezes,  ir de encontro a tabus, imposições sociais, costumes e tradições. Medo é contra-sinônimo, é antítese de AMOR. Amar-se é se permitir ousar, é se permitir caminhar, é se permitir (verbo intransitivo).

    Amar alguém é permitir que a pessoa faça parte da vida da gente; faça parte do mundo usando da nossa própria ótica. É, também, entender o outro com suas limitações e junto a ele construir, edificar e quebrar tais grilhões.

    Sentir-se amado  é  viver com  leveza de alma e com responsabilidade no coração. Ser amado é sentir-se protegido,  é viver de "peito aberto". É o tomar sorvete num dia ensolarado ou o tomar  chocolate quente num dia muito frio, é , apenas e completamente, simplicidade. 

     Que me perdoem os cientistas, mas quem determina esse âmago  é o coração. E a questão não é dar ou não ouvidos a ele: é vivê-lo, incondicionalmente, absolutamente.  Alguns podem até dizer: "Ah, mas eu quebrei a cara fazendo isso..." ou "Não quero mais sofrer". Ninguém "quebra a cara", o que na verdade acontece é que afastamos da gente aquele (a) que não nos merece, afastamos da gente um falso profeta. Dói? Claro e é bom que doa mesmo, pois são com os tombos que, como Fênix,  ressurgimos das cinzas e novamente voltamos à vida. Sofrimento é inevitável, pois se nos isolamos, sofremos inclusive com nosso isolamento.

     Recorro então à Cecília Meireles: '...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda...'. Esse é o espírito do AMOR. Amar com liberdade, com entusiasmo, com sabedoria. Somos todos, sem exceção,  livres para amar.

Paz e Alegria

Fernando

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