sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tirando o Peso das Costas

Em primeiro lugar, meu profundo agradecimento a todos os amigos que me emocionaram com as palavras de conforto e de apoio pelos momentos delicados que passamos no início de 2013. Foram dias bastante complicados, mas é justamente nas palavras de carinho que encontramos suporte para continuarmos a caminhar tendo a Esperança como Fonte de Vida.  Bom, mas vamos ao primeiro  texto de 2013.

Tirando o Peso das Costas


     Em todas e quaisquer caminhadas, além dos peso normal de nosso corpo, vamos acumulando dois outros pesos de exponenciais grandezas: a sujeira nos sapatos e as preocupações pelo não resolvido. A cada lugar visitado, em cada etapa atingida (seja em qual caminhada estiver: física ou emocional, um relacionamento por exemplo) absorvemos poeira em nossos sapatos (sapatos físicos e  sentimentais). Podem ser simples grãos de poeira, ou por vezes, enormes pedras cujo peso faz-nos arrastar  por quilômetros a fio. São sedimentos pois pisamos no solo com excessiva força, demarcando lugares, importunando habitats e modificando o meio ambiente de forma explosiva, e por muitas vezes, sem sermos convidados. Mas certos de nossas atitudes ou pior, com um comportamento totalmente irresponsável para com os demais, além de modificar os lugares, os trazemos conosco. O machado que corta a árvore é irremediavelmente envolvido por seu aroma. Primeiro, não pedimos licença e vamos entrando qual manada de búfalos pisoteando flores, arrancando pedras, cavando buracos... para completar saímos sem sacolejar os sapatos (ou cascos).  Como isso custa caro no restante do trajeto: pequenas pedrinhas que entram, machucam e nos ferem. E ainda culpamos os outros pela dor por nós mesmos provocada. 
http://acritica.uol.com.br/amazonia/Vazante-carga-pesada_0_360563966.html

     As preocupações pelo não resolvido nos afetam ainda de forma mais devastadora, pois não prestamos a devida atenção aos novos elementos na jornada fazendo-os a se transformar em novas preocupações. Não adianta, enquanto não tivermos a clareza, a não pendência,  seguir adiante. O cérebro quer ir para frente, mas o coração nos afunda e nos segura no passado. O não resolvido, o adiamento, o postergar apenas  nos conduzem a um buraco ainda maior, mais profundo e de mais difícil visão. 

    " Abre as asas sobre mim, Oh Senhora Liberdade.." assim  é o refrão de uma samba maravilhoso que nos norteia a resolver a vida: por para fora, expulsar os sentimentos que nos afligem. O universo sempre conspira a favor, sempre de alguma maneira as revelações acontecem. E quando são feitas, mesmo que sejam provocadoras de distúrbios em outrem, são verdadeiros alívios para as almas  atreladas no processo acima descrito. Agora não há mais o que se esconder, nem o que se postergar. Para-se tudo, todas as cartas à mesa e não há mais truques. Aqueles cujos sentimentos são mais bem explorados, mais puros, mais bem identificados podem seguir com sua caminhada.

Paz e Alegria