Em determinado momento nos deparamos com uma situação no mínimo angustiante; a dúvida sobre como seguir adiante: "O que faço da minha vida? " Por que isso acontece? O que me falta para dar continuidade ao meu caminhar? Algumas pessoas têm o dom , o exercício de sempre estar de bem com a vida. O que essas pessoas têm em comum? Qual o diferencial que elas possuem?
Fico percebendo meus filhos em suas diversas etapas de desenvolvimento (11, 17 e 26 anos) e no tanto que são diferentes, cada um em seu momento, cada um com sua habilidade, cada um com sua dificuldade. Situações idênticas com reações e atitudes diferentes. Aquilo que para um é um problemão (estudar, por exemplo), para o outro, é um enorme prazer. A sensibilidade à arte é também distinta. E isso me emociona, me motiva a conhecê-los ainda mais, a participar de suas vidas com maior presença.
Mas a grande percepção minha foi no tocante aos sonhos e desejos. Todos querem, todos sonham, todos produzem (nem mais , nem menos, na quantidade certa para cada um).
Então é o sonho a mola propulsora. É o sonho o único responsável por fazer com que cada um de nós percorra a jornada, o caminho. Há sonhos menores e maiores, sonhos que são necessários mais de um participante, outros que sonhamos isolados.
Alguma razão faz com que os sonhos de certa forma desapareçam. Na verdade, eles continuam a existir, porém entram em fase de metamorfose, encasulam-se, para em algum momento ser despertados. Quando isso acontece, vem à tona os sentimentos mais profundos, ainda não por nós trabalhados e a angústia perante à vida surge de maneira avassaladora.
A proposta é então a de refletir em um exercício diário. Exercício de reflexão? Sim, um exercício, algo que gaste calorias, tempo, vontade e atitude. Refletir de maneira constante, diária principalmente sobre os sonhos e desejos. Não posso me permitir estacionar no tempo e no espaço. Traçar metas pequenas e diárias para a realização do desejo seja talvez a melhor forma de lidar com a angústia e com a monotonia.
Paz e Alegria
Fernando